Kitabı oxu: «A philosophia da natureza dos naturalistas»

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Antero de Quental

A philosophia da natureza dos naturalistas


Publicado pela Editora Good Press, 2022

goodpress@okpublishing.info

EAN 4064066408374

Índice de conteúdo

1894

Anthero de Quental

A PHILOSOPHIA DA NATUREZA DOS NATURALISTAS

EXPLICAÇÃO PREVIA

II

PRIMEIRO ARTIGO

SEGUNDO ARTIGO

TERCEIRO ARTIGO

QUARTO ARTIGO

QUINTO ARTIGO

1894

Índice de conteúdo


HOMENAGEM POSTHUMA
A
ANTHERO DE QUENTAL
(MICHAELENSE)


Anthero de Quental

Índice de conteúdo

A PHILOSOPHIA DA NATUREZA
DOS
NATURALISTAS

Índice de conteúdo


1894
Typ. Editora do CAMPEÃO POPULAR
S. Miguel--PONTA DELGADA--Açores







EXPLICAÇÃO PREVIA

Índice de conteúdo

Digam o que disserem, Anthero de Quental foi indubitavelmente, um dos mais fecundos escriptores do seu paiz e da sua epocha.


Raros, muito raros, foram as theorias ou problemas da actualidade, ventilados com interesse nos dominios da Sciencia, da Politica ou da Arte que deixassem d'exercitar a penna sempre prestigiosa e sempre elegante do grande Mestre.


Na sua obra em prosa cabe, porem, um logar proeminente aos copiosos artigos de critica ou de polemica, que, durante quasi trinta annos, appareceram estampados em diversos orgãos da imprensa periodica portugueza, tanto da capital como da provincia, e nos quaes, á semelhança de Littré e de Taine, elle connotou, como n'um diario intimo, não sómente as suas opiniões pessoaes sobre os homens e os successos contemporaneos, mas ainda as correntes de influencias estranhas que actuaram no seu espirito e as impressões que d'ahi resultaram.


Como critico e polemista, Anthero de Quental não teve em Portugal competidor; foi unico na energia fogosa da polemica e nos processos technicos da analyse critica.


Os seus escriptos de critica bibliographica são exemplares de methodo e de bom senso, de finura e de erudição, de escrupulosa imparcialidade e d'aquella serena comprehensão dos multiplices aspectos das cousas e dos homens que dá ao critico a maxima authoridade e valor.


N'este particular, pertence-lhe a gloria de ter sido entre nós o verdadeiro creador d'um genero litterario descurado, para não dizermos falseado, na sua applicação.


Até elle a critica, aberrando diametralmente do seu papel objectivo, fazia-se pela antipathia ou sympathia do critico para com o nome do author; o louvor ou a censura previam-se justamente, dadas as relações de sentimento d'um para com outro.


Foi Anthero quem iniciou a critica impessoal, a critica objectiva, desapaixonada, fria, inspirada por um sentimento de equidade e de justiça--critica, em summa, que é uma lição; porque ensina, e que pode fazer do criticado um adversario, mas nunca um inimigo--e do critico um juiz, mas nunca um louvaminheiro nem um delator.


Os artigos criticos do grande Mestre teem todos estes caracteres acentuadamente impressos: não são exclusivamente laudatorios nem exclusivamente aggressivos; são justos e por isso mesmo verdadeiros. Teem authoridade; porque fallam sinceramente uma linguagem que não é a do odio nem a dos affectos; mas que é a voz d'uma consciencia honrada para a qual os Homens são o menos e a Verdade o mais.


Se alguns d'esses trabalhos perderam já aquelle cunho de novidade que os fez circular vertiginosamente d'um a outro canto do nosso paiz, e se por isso não movem ao interesse e enthusiasmo que suscitaram aos primitivos leitores, é certo, que ainda assim, constituem documentos de summa valia, quer sob o ponto de vista meramente litterario, quer como subsidio para quem no futuro pretenda historiar as differentes phases do movimento das idéas em Portugal, na ultima metade do seculo XIX.


Taes elementos são, portanto, indispensaveis para o estudo de Anthero e da sua epocha. Sem elles mal se poderá comprehender a obra do grande Mestre na sua extensão, valor, influencia, e mal se poderá explicar tambem a filiação ou dependencia das diversas partes d'essa obra complexa e vastissima.


Vê-se, pois, que quem quizer formar uma idéa cabal do irrivalisavel escriptor e da sua actividade productora, ou procurar comprehender a acção exercida sobre os seus contemporaneos, ha de necessariamente recorrer ás collecções das Revistas e Gazetas, que o contaram entre os seus collaboradores, onde elle deixou archivado pelo seu proprio punho aquillo que bem pode chamar-se a sua autobiographia mental.


Infelizmente, porém, são numerosos e pouco accessiveis esses repositorios, muitos dos quaes teem desapparecido (como succede á maior parte das revistas academicas, publicadas em Coimbra) e outros tornam-se cada dia mais raros, dada a procura dos collecionadores.


N'estas condições, dentro em breve, poucos serão os estudiosos que tenham a dita de ler e consultar os escriptos jornalisticos d'Anthero.


Esperar-se-ha que um editor tome sobre si o encargo de recolher essas numerosas especies dispersas?


E não será isso, por assim dizer, sacrificar a obra do grande Mestre, deixando de recolher muitos dos escriptos da maior raridade?


A edição definitiva das obras completas d'Anthero só poderá levar-se a cabo, quando primeiro se publiquem as reproducções d'esses escriptos avulsos.


Aos amigos e discipulos do immortal escriptor impende, pois, um grande dever de gratidão:--é o dever de cada um de per si ou associados, salvar do olvidio e da destruição os trabalhos do Mestre, colligindo-os systematicamente e por ordem chronologica, á semelhança do que fez o sr. Oliveira Martins para os Sonetos e restantes composições poeticas.


É urgente começar. Talvez mais tarde não seja possivel reconstituir a serie d'aquelles trabalhos ou por terem desapparecido os jornaes em que foram originalmente publicados, ou por muitos d'elles serem anonymos e terem tambem desapparecido as pessoas que poderiam reconhecer a sua paternidade.



II

Índice de conteúdo

No diario portuense--A Provincia--inseriu Anthero de Quental, em 1886, uma serie de cinco artigos, a proposito da obra de Vianna de Lima, intitulada--Exposição summaria das theorias transformistas.


A questão versada era e é ainda das mais importantes e das mais disputadas, tanto no terreno propriamente especulativo, como no terreno das sciencias naturaes.


Anthero de Quental, metaphysico de profissão, não podia entrar no debate como naturalista, embora os seus estudos tivessem fundos alicerces nas Sciencias da natureza. Discutiu e argumentou como philosopho;--philosophou; porque na materia tinha opiniões originaes definidas e razões peculiarmente suas.


D'ahi a importancia e renome dos artigos que o publico illustrado victoriou, como modelos acabados de analyse critica, collocando-os do mesmo passo a par das melhores paginas de prosa portugueza.


Tinha razão.


São com effeito obras primas no seu genero e em que não se sabe qual mais admirar, se a belleza incomparavel de forma, se a genial pujança e superioridade do pensamento que anima aquella solida construcção especulativa, communicando-lhe a maxima potencia de suggestão e de interesse.


Mostremo-lo, embora de relance.


Anthero de Quental, partindo do principio de que a sciencia não póde ser para a philosophia mais que uma materia prima, impugna a pretensão de fundar uma philosophia da natureza com a a simples generalisação dos dados d'um grupo de sciencias, e sem ter em conta o indispensavel criterio das ideias. É este o thema principal que elle se esforça para estabelecer fundamentalmente.


Analysando as duas noções que formam a base da doutrina Haeckeliana--o monismo e a evolução--mostra que a primeira é insufficiente, e á segunda falta a generalidade scientifica; visto como não intervem, senão onde o elemento historico representa um papel proeminente.


Por outro lado demonstra que ha contradicção flagrante entre a idéa da espontaneidade da materia, como a admitte a escola monista, e a theoria da conservação do movimento, que domina nas sciencias physicas e em grande parte nas sciencias da organisação.


E sobre estas premissas logicas, conclue que a doutrina da evolução, formulada por Haeckel, longe de ser, como se pretende, uma doutrina positiva, baseada nas sciencias e fluindo d'ellas como sua consequencia natural, implica, pelo contrario uma extensão abusiva da inducção scientifica e a illegitima generalisação d'uma hypothese, que, se é perfeitamente fundada no terreno de determinadas sciencias, só ahi e só n'esse ponto de vista tem authoridade scientifica.


A idéa da finalidade, combatida pela escola monista, é sustentada por Anthero d'um modo superior e original.


A evolução, diz elle, implicando a idéa d'um typo, que as formas evolvendo, tendem a realisar, implica por isso mesmo uma finalidade. Quem diz evolução, diz progresso. Ora progresso que não tende para cousa alguma que não tem um typo e um fim, não se comprehende.


Não é preciso mais para se ver a importancia e o valor do trabalho que se segue.


Poderiamos fazer aqui algumas approximações entre as doutrinas d'Anthero e as doutrinas de Hartmann, Lang e Stallo--seus authores predilectos e mais compulsados.


Poderiamos tambem mostrar que os bellos artigos sobre as tendencias da moderna philosophia, dados a lume na Revista de Portugal, são o desenvolvimento logico do pensamento dominante nas paginas adiante reproduzidas.


Mas fallece-nos a authoridade e competencia para tanto, e demais, o trabalho d'Anthero não carece nem de criticas, nem de commentarios elucidativos:--impõe-se por si e tem em si a necessaria lucidez para convencer a uma simples leitura.


Reproduzindo-o hoje temos apenas em vista render, no anniversario do seu passamento, uma derradeira homenagem de respeito e estima ao filho d'esta ilha que é uma das maiores glorias das letras patrias, e ao mesmo tempo facilitar aos estudiosos a leitura d'um dos trabalhos philosophicos d'elle em que mais claramente se patenteiam o seu subtil engenho dialectico, a originalidade das suas concepções especulativas e as maravilhosas qualidades didacticas da sua prosa expositiva e analytica.

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Yaş həddi:
0+
Litresdə buraxılış tarixi:
16 yanvar 2025
Həcm:
36 səh. 1 illustrasiya
ISBN:
4064066408374
Naşir:
Müəllif hüququ sahibi:
Bookwire
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