Kitabı oxu: «O Oraculo do Passado, do presente e do Futuro (1/ 7)»
Bento Serrano
O Oraculo do Passado, do presente e do Futuro (1/ 7)
Parte Primeira: O oraculo da Noite

Publicado pela Editora Good Press, 2022
EAN 4064066408602
Índice de conteúdo
EXPLICAÇÃO
Para mais facilmente se comprehender a definição dos sonhos
EXPLICAÇÃO DOS SONHOS
A
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C
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E
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I
J
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M
N
O
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T
U
V
Z
TABELLA dos dias de felicidade e infelicidade em todos os mezes do anno, segundo a opinião de alguns visionarios
TABELLA Do grau de veracidade ou falsidade dos sonhos, segundo a influencia que n'elles exerce a idade da lua
FIM DA PRIMEIRA PARTE
OBRA DIVIDIDA EM SETE PARTES, CONTENDO CADA UMA O SEGUINTE:
Parte primeira—O ORACULO DA NOITE
Parte Segunda—O ORACULO DAS SALAS
Parte Terceira—O ORACULO DOS SEGREDOS
Parte Quarta—O ORACULO DAS FLORES
Parte Quinta—O ORACULO DAS SINAS
Parte Sexta—O ORACULO DA MAGICA
Parte Setima—O ORACULO DOS ASTROS
PORTO
LIVRARIA PORTUGUEZA—EDITORA
55, Largo dos Loyos, 56
1883
PARTE PRIMEIRA
O ORACULO DA NOITE
OU
O modo seguro de adivinhar o futuro pela verdadeira interpretação dos sonhos, ao alcance de qualquer pessoa
PORTO
LIVRARIA PORTUGUEZA—EDITORA
55, Largo dos Loyos, 56
1883
Porto: 1883—Imprensa Commercial—Lavadouros, 16.
EXPLICAÇÃO
Índice de conteúdo
Para mais facilmente se comprehender a definição dos sonhos
Índice de conteúdo
A explicação dos sonhos existe desde a mais remota antiguidade, existirá mais ou menos desvairada emquanto o genero humano não desapparecer da face da terra, ou não for reduzido á condição dos animaes irracionaes.
É certo, porém, que o valor da significação dos sonhos vae desappareçendo á medida que a illustração esclarece o espirito dos povos e lhes mostra claramente que as excitações nervosas, que todos soffremos, mais ou menos, são a causa do cerebro produzir sonhos alegres ou tristes, segundo as disposições physicas ou moraes da pessoa que sonha.
Sonhos, sempre os houve e ha de haver; notando-se, porém, que só os povos rudes ou os ignorantes é que fazem caso da significação que os antigos lhes attribuiram. As pessoas instruidas e de juizo sabem perfeitamente que as venturas ou desgraças, que succedem ao genero humano, são predicados inherentes á sua condição, não influindo nada para isso os sonhos ou phantasias de ninguem.
O nosso intuito, publicando este Livro dos Sonhos, é unicamente mostrar ao leitor o desvario da razão humana, e o que elle produz para induzir em erro as pessoas nimiamente crédulas.
É possivel que haja quem não pense como nós a respeito da significação dos sonhos; para esses, que não pensam como nós, vamos aqui transcrever o que outros teem dito acerca da classificação dos sonhos e seu valor; eis o que elles dizem:
«Ha quatro especies de sonhos, e, segundo a qualidade de cada um, se denominam de diverso modo:—a primeira é o Sonho propriamente dito; a segunda, a Visão; a terceira, o Pesadelo; a quarta, a Apparição.
«O Sonho é aquelle que, debaixo de certas figuras, nos apresenta a verdade—como quando José interpretou a Pharaó o sonho, que este tivera, com sete vaccas gordas e outras sete magras.
«A Visão é uma especie de revelação, que, durante o somno, nos é feita por algum espirito divino—como aconteceu a José, esposo da Virgem, e aos Magos, quando escaparam á perseguição de Herodes.
«O Pesadelo: é causado por affecções vehementes, que atacam o cerebro, quando dormimos, e encontram o espirito vigilante. Então o que nos aconteceu durante o dia occupa-nos igualmente de noite: quem se arreceia de algum mau encontro, sonha que elle se verifica; o que teve alguma questão acalorada, questiona ainda, dormindo; o avarento sonha com o seu thesouro; e o que ceiou regaladamente, sonha com os prazeres da mesa.
«A Apparição não é mais do que um phantasma, creado pela imaginação dos velhos e das creanças, que se afigura aos espiritos fracos.
«Já se vê, pois, que d'estas quatro especies de sonhos, só as duas primeiras é que teem apparencias de verdade; as outras duas são inteiramente falsas.
«Cumpre advertir que os sonhos, de que não conservamos lembrança alguma, nenhum valor teem; e quanto áquelles de que nos recordamos, para se tomarem em consideração, devem ter logar proximo ao dia, ou, ao menos, depois da meia noite—porque, até essa hora, todos os sentidos e virtudes corporaes estão occupados com a digestão.
A proposito dos sonhos e dos pesadelos eis o que se lê no Diccionario de Medicina Popular de Chernoviz:
«Sonho.—O cerebro nem sempre está em repouso completo durante o somno. Muitas vezes, emquanto se dorme, produzem-se certos actos intellectuaes que se chamam sonhos. Estes sonhos, por muito tempo considerados como actos sobrenaturaes, avisos celestes ou annuncios do futuro, são o producto do trabalho irregular do cerebro; e se as mais das vezes são estranhos, é porque, tendo o somno feito cessar toda a vontade, as diversas ideias que se formam são associadas como por acaso e com extraordinarias incoherencias. Ordinariamente os sonhos são relativos aos trabalhos, ás paixões que occupam o individuo durante as vigilias, e que deixaram uma impressão no cerebro; o sabio sonha com os seus estudos, o amante com o objecto da sua inclinação. Mas pódem tambem ser o resultado da imaginação ou da memoria; uma impressão apenas percebida póde occasional-os. Algumas vezes os sonhos limitam-se á producção de ideias; mas outras vezes tambem são acompanhados da acção que teria seguido naturalmente estas ideias; um move-se, falla; outro queixa-se; outro canta;...... Não é facil impedir os sonhos.
«O Pesadelo não comprehende os sonhos penosos de toda a especie; designa-se mais particularmente por esta palavra um estado em que a pessoa adormecida, julgando-se na imminencia de um perigo, sente-se privada do uso do movimento e da voz, quer para fugir ou repellir o ataque, quer para chamar soccorro. Estas sensações illusorias são mui variadas: taes são uma queda n'um abysmo, a vizinhança de um incendio, o ameaço de um assassinio, etc. Ás vezes o homem julga ver no seu sonho um monstro, um peso que lhe opprime o peito e lhe tolhe a respiração. Logo que se póde fazer algum movimento, o sonho desapparece, e ás vezes, ao despertar-se, existem palpitações e uma fadiga geral.
«As creanças, as mulheres e as pessoas idosas são mais sujeitas ao pesadelo do que os adultos e os homens. Uma grande sensibilidade predispõe para este incommodo. As historias com que se amedrontam as creanças, os terrores religiosos, pezares profundos e os excessos na comida, são causas frequentes do pesadelo. Muitas vezes é elle produzido pela plenitude do estomago.
«Os meios para fazer cessar esta affecção dimanam naturalmente do conhecimento das causas. Banir o mêdo, dissipar os terrores, procurar distrahir-se, usar de banhos, passeios, observar sobriedade, diminuir ou supprimir totalmente a comida da noite, deitar-se do lado direito e com a cabeça elevada, manter a liberdade de ventre: taes são os meios mais convenientes. Todas as vezes que se podér, convem despertar a pessoa quando a perturbação da respiração, a anxiedade do rosto, o suor do corpo, annunciarem que o pesadelo se declara.»
O que desejamos é que o leitor tenha sempre boas digestões, e, depois d'ellas, os sonhos que mais gratos lhe sejam á phantasia.
Pulsuz fraqment bitdi.