Kitabı oxu: «O condemnado, drama em tres actos e quatro quadros»

Şrift:

Camilo Castelo Branco

O condemnado, drama em tres actos e quatro quadros

Seguido do drama em um acto, Como os anjos se vingam


Publicado pela Editora Good Press, 2022

goodpress@okpublishing.info

EAN 4064066410889

Índice de conteúdo

PERSONAGENS

O CONDEMNADO

ACTO PRIMEIRO

SCENA I

JOAQUIM E JOÃO

SCENA II

OS MESMOS E O VISCONDE DE VASCONCELLOS

SCENA III

SCENA IV

VISCONDE E RODRIGO DE VASCONCELLOS

SCENA V

OS MESMOS E D. EUGENIA

SCENA VI

SCENA VII

SCENA VIII

O VISCONDE, RODRIGO E DEPOIS PEDRO GAVIÃO ARANHA

SCENA IX

PEDRO E RODRIGO.

SCENA X

OS MESMOS E D. EUGENIA

SCENA XI

OS MESMOS E JOÃO

SCENA XII

D. EUGENIA E PEDRO

SCENA XIII

OS MESMOS, RODRIGO E A VISCONDESSA DE PIMENTEL

SCENA XIV

D. EUGENIA E A VISCONDESSA

SCENA XV

AS MESMAS E O VISCONDE

SCENA XV

O VISCONDE E DEPOIS JOÃO

SCENA XVI

VISCONDE E D. EUGENIA

SCENA XVII

SCENA XVIII

D. EUGENIA E RODRIGO DE VASCONCELLOS

SCENA XIX

OS MESMOS E O VISCONDE

SCENA ULTIMA

RODRIGO E O VISCONDE

ACTO SEGUNDO.

SCENA I

VISCONDESSA DE PIMENTEL E O CONSELHEIRO JOSÉ DE SÁ

SCENA II

VISCONDESSA, JOSÉ DE SA, D. EUGENIA, JORGE DE MENDANHA

SCENA III

JORGE E JOSÉ DE SA

SCENA IV

OS MESMOS E A VISCONDESSA PELO BRAÇO DE RODRIGO

SCENA V

JORGE, VISCONDESSA E JOSÉ DE SÁ

SCENA VI

OS MESMOS, D. EUGENIA E PEDRO ARANHA

SCENA VII

VISCONDESSA , SÁ E JORGE

SCENA VIII

OS MESMOS, PEDRO, D. EUGENIA

SCENA IX

D. EUGENIA, JORGE, SÁ

SCENA X

D. EUGENIA E JORGE

SCENA XI

VISCONDE DE VASCONCELLOS E JOSÉ DE SÁ

SCENA XII

OS MESMOS, VISCONDESSA, PEDRO ARANHA COM OUTROS GRUPOS QUE SE CRUZAM AO FUNDO

SCENA ULTIMA

OS MESMOS, JORGE, RODRIGO, EUGENIA, E CONVIDADOS QUE VÃO PASSANDO

ACTO TERCEIRO

(1.º QUADRO)

SCENA I

VISCONDESSA, E UM CREADO, POUCO DEPOIS

SCENA II

JOSÉ DE SÁ E VISCONDESSA

SCENA III

JOSÉ DE SÁ E UM CREADO

SCENA IV

JOSÉ DE SÁ E DEPOIS JORGE

SCENA V

OS MESMOS E UM CREADO, O CREADO COM UM BILHETE DE VISITA N'UMA BANDEJA

SCENA VI

RODRIGO E JORGE

SCENA VII

JORGE E JOSÉ DE SÁ

SCENA VIII

OS MESMOS E UM CREADO

SCENA IX

OS MESMOS E PEDRO ARANHA

2.º QUADRO

SCENA I

D. EUGENIA E RODRIGO

SCENA II

OS MESMOS E O VISCONDE

SCENA III

OS MESMOS, E PEDRO ARANHA

SCENA ULTIMA

OS MESMOS, JOSÉ DE SA E JORGE DE MENDANHA

COMO OS ANJOS SE VINGAM

DRAMA EM UM ACTO.

PERSONAGENS

COMO OS ANJOS SE VINGAM

ACTO UNICO

SCENA I

JOÃO LOBO E D. ALBERTINA

SCENA II

OS MESMOS E D. ANTONIA

SCENA III

JOÃO LOBO E D. ANTONIA

SCENA IV

OS MESMOS E D. ALBERTINA

SCENA V

D. ALBERTINA E D. ANTONIA

SCENA VI

JOÃO LOBO E D. ALBERTINA

SCENA VII

D. ALBERTINA E FRANCISCO VALLADARES

SCENA VIII

OS MESMOS, LEONARDO E DEPOIS O CONSELHEIRO SOUSA

SCENA IX

O CONSELHEIRO E FRANCISCO VALLADARES

SCENA X

OS MESMOS E D. ALBERTINA

SCENA XI

FRANCISCO DE VALLADARES E DEPOIS LEONARDO

SCENA XII

FRANCISCO DE VALLADARES

SCENA XIII

O MESMO E D. ANTONIA

SCENA XIV

OS MESMOS E LEONARDO

SCENA XV

D. ANTONIA E LEONARDO

SCENA XVI

OS MESMOS E UMA CREADA

SCENA XVII

D. ANTONIA E LEONARDO

SCENA XVIII

D. ANTONIA E O CONSELHEIRO SOUSA

SCENA XIX

CONSELHEIRO E FRANCISCO DE VALLADARES

SCENA XX

OS MESMOS E D. ALBERTINA

SCENA XXI

OS MESMOS, LEONARDO, E DEPOIS JOÃO LOBO

SCENA XXII

OS MESMOS E JOÃO LOBO

SCENA XXIII

OS MESMOS, D. ANTONIA E LEONARDO QUE FICA AO FUNDO

SCENA XXIV

OS MESMOS EXCEPTO D. ALBERTINA

SCENA ULTIMA

OS MESMOS, E D. ALBERTINA

PERSONAGENS

Índice de conteúdo

D. Eugenia de Vasconcellos (ou D. Leonor) ... 28 annos

Viscondessa de Pimentel ... 50 annos

Visconde de Vasconcellos ... 55 annos

Rodrigo de Vasconcellos ... 28 annos

Pedro Gavião Aranha ... 27 annos

Jorge de Mendanha ou Jacome da Silveira ... 51 annos

José de Sá ... 50 annos

Joaquim, criado.

João, criado.

Outros criados e pessoas que não fallam.

A scena corre no Porto em 1857.

{9}

O CONDEMNADO
ACTO PRIMEIRO

Índice de conteúdo

Sala pomposamente trastejada, mas em desordem. Portas ao fundo e lateraes. Dois criados estão espanando a mobilia.

N. B. O criado João, mais montezinho que os outros, denota a estupidez velhaca do aldeão.

SCENA I

Índice de conteúdo

JOAQUIM E JOÃO

Índice de conteúdo

Joaquim (refestelando-se em um sophá)

Ó João, toca a descansar; senta-te, mas com geito, se não afundas.{10}

João (apalpando o estofo)

Isto foi amanhado com bexigas cheias de vento? Queres tu vêr que eu vou rebentar o fole? (Deixa-se cair e levantar pelo elasterio das molas) Ih! cuidei que dava co' costado no solho! Um homem regala o cadaver n'estas enxergas!

Joaquim

Isto sempre é melhor que andar a guardar ovelhas na Samardan, eim?

João

O quê? pois não fostes? Tomára-me eu lá com as minhas ovelhas. Assim que m'alembram os nossos montes, começo a esbaguar e átrigar-me aqui dentro do coração (pondo a mão na barriga).

Joaquim

O coração não é ahi, bruto! Ahi são as reins.{11}

João

Onde é então?

Joaquim

Aqui. (Pondo a mão perto do sovaco do braço direito).

João (com espanto)

Aqui?! Credo!

Joaquim

Ahi mesmo. Aqui foi sempre o coração; e o bucho está aqui, salvo tal logar (apontando o umbigo).

João

O bucho aqui? aqui é a espinhela; o bucho é onde cáe a trincadeira.

Joaquim (rindo-se com ar de ironica piedade)

João, tu chegaste da Samardan ha quinze{12} dias, e eu tenho palmilhado todas as capitaes do reino de Portugal. Olha se me ensinas onde está o bucho, a mim, que tenho sido criado de conselheiros, de conegos, de barões, e mesmamente de ministros de estado! O bucho desde que o mundo é mundo, foi sempre aqui (insiste na demarcação). Faz-te esperto, rapaz! O patrão já me disse hontem: «Ó Joaquim, este teu primo é um burro.»

João

Eu bem ouvi. Não foi assim que te disse o patrão. O que elle disse foi: «Ó Joaquim, este teu primo é tão burro como tu.»

Joaquim

Não disse isso.

João

Na minha salvação, disse; e cá a mim, se o patrão me torna a chamar burro, vou-me p'ra a terra. Eu não sou burro, sou christão{13} baptisado. Alcunhas não nas quero. Cá no Porto é costume essa chalaça.

Joaquim

Que chalaça?

João

Todos são bichos.

Joaquim

Todos são bichos? Más maleitas me tolham, se eu te percebo!

João

Lembras-te quando eu fui p'ra porta da rua saber quem vinha cá? Pois olha, ao primeiro veio um fidalgo que se chamava Lobo; depois um Raposo; depois um Leão; depois um Coelho e um Lebre, e outro senhor chamado Camello, e outro Pato, e um Rola. Olha que bicharia! Eu estava a vêr quando chegava{14} um Urso e um Boi. Lá na Samardan toda a gente aveza nomes de gente, pois não aveza?

Joaquim

Homem, tu nunca viste nada. Faz minga correr todas as capitaes do reino de Portugal como eu. Olha que os fidalgos quasi todos tem bichos...

João (atalhando)

Tem bichos? Arrenego-os eu!

Joaquim

Não me falles á mão; quasi todos teem bichos no nome é o que eu queria declarar na minha proposta. Tu não inzaminaste as armas reaes que o patrão tem nas quintas lá de riba?

João

Olha que já estive a malucar que na porta da quinta do Corgo estão as armas do rei{15} com dois largatos e um lacrau. Os largatos, salvo seja, teem assim as unhas (recurvando os dedos). E o lacrau tem a lingua á dependura (figurando). Mas cá o patrão não se chama largato nem lacrau, que eu saiba.

Joaquim

O animal que viste não é lacrau. O bicho que bota a lingua de fóra chama-se leopardo.

João

Isso é nome de christão... Leonardo!

Joaquim

Leopardo, asno!

João

Tu não me chames asno, primo! Não me desfeiteies. Quem não sabe, aprende. Então por que tem o patrão o leopardo nas armas reaes?{16}

Joaquim

É historia antiga lá da familia.

João

Então esse bruto era da familia do patrão? Tu tamen não és pequeno alimal, Joaquim! Estás um bom fistor! Olha se me engrampas a mim. Olha... (Arregaça o olho esquerdo).

Joaquim (alvoroçado)

Espana, que ahi vem gente...

SCENA II

Índice de conteúdo

OS MESMOS E O VISCONDE DE VASCONCELLOS

Índice de conteúdo

Joaquim

Tenha vossa excellencia muito bons dias, senhor visconde.{17}

Visconde

Adeus. Meu filho saiu?

Joaquim

Saiu ás nove horas e mais a senhora. Acho que foram comprar arranjos para o baile.

Visconde

Quando é o baile?

Joaquim

Ámanhan, senhor visconde.

João

É ámanhan, mas saberá vossa excellencia que só começa de noite.

Joaquim (acotovelando-o)

Cala-te ahi!{18}

Visconde

Vão; e assim que meu filho entrar digam-lhe que estou aqui. (Os criados sáem).

SCENA III

Índice de conteúdo

Visconde de Vasconcellos

Bailes! bailes! com que tristeza os imagino!... Quem me dera não saber que meu filho dá bailes!... Deixasse-me eu ficar na solidão do meu desterro na aldeia... Era preciso que a minha amargura entrasse no coração viçoso e feliz de meu filho, para que a desgraça o não assalte em pleno gozo de mocidade, saude e abundancia... Era preciso; mas ha cruel impertinencia n'este meu desejo. Um velho a querer regelar uma alma em flor com os seus pezares, com os seus tantos invernos vividos e chorados ao pé d'uma sepultura!... isto é uma iniquidade! Os experientes da vida,{19} os que envelheceram penitentes, onde quer que chegam, levam comsigo um fantasma funesto. Na sua presença, aos descuidados do futuro desmaia-se a côr brilhante das alegrias; aos loucos afortunados irrita-os a catadura torva da tristeza; os mais generosos espiritos não desculpam o velho, que sáe ao encontro da mocidade e lhe diz: «Envelhece antes do inverno da vida, para que o desandar da roda te não colha ainda na primavera, e te não abra no rosto o sulco das lagrimas. (Ouve-se o rodar de sege). Eil-o que vem respirando as fragrancias dos vinte e oito annos; e eu aqui estou como espectro de terriveis presagios, esperando-o nos salões, d'onde a noite de ámanhan fugirá de pressa como fogem as noites que abrem na memoria uma data, um nome, que no fim da vida as lagrimas não podem desfazer... Para que hei de entristecel-o? Deixal-o sonhar, deixal-o illudir-se. Que desconte na desgraça porvir isto que se chama felicidade, este brincar com as flores que cobrem a boca do abysmo. Deixal-o ser moço até que a primeira nortada do infortunio lhe bata no rosto. (Suspenso e recolhido).{20} Não posso, não posso. Aquelles que ainda podem salvar-se quero que me ouçam gemer no parcel onde naufraguei.

SCENA IV

Índice de conteúdo

VISCONDE E RODRIGO DE VASCONCELLOS

Índice de conteúdo

Rodrigo (beijando-lhe a mão)

Esperou muito tempo, meu pae?

Visconde

Não esperei. Onde está tua mulher?

Rodrigo

Eugenia vem já. Foi largar a capa e o chapéo, e naturalmente matar saudades do filho. Eu tencionava ir logo pedir-lhe a sua vinda ao baile de ámanhan.{21}

Visconde

Ias convidar-me para um baile, Rodrigo?! A mim?! já me viste em bailes?

Rodrigo

Certamente não. Nas quintas, onde vossa excellencia costuma viver, seria rara a tentação dos bailes (sorrindo); e meu pae, que deixou ha tantos annos as salas de Lisboa, de certo não succumbiria á tentação em Lamego ou Amarante. Eu sei no entanto que meu pae frequentou os bailes da capital, e se distinguiu entre os mais notaveis moços, alguns dos quaes ainda hoje reflorescem alegres primaveras, a julgal-os pela côr das barbas. Ainda hontem uma dama da alta sociedade de Lisboa, prima dos condes de Travaços, me perguntou se o pae ainda conservava memorias do gentil rapaz que havia sido. Recorda-se de uma senhora viscondessa de Pimentel?

Visconde

Muito bem.{22}

Rodrigo

Póde vêl-a aqui ámanhan.

Visconde

Essa dama ainda folga em bailes?

Rodrigo

Porque não? Representa uns trinta e cinco annos.

Visconde (sorrindo)

É mais nova do que eu uns cinco annos. Eu tenho cincoenta e seis. Lembro-me perfeitamente da Francisquinha Almeida, que depois casou com um Pimentel, que a fez viscondessa. Era mulher de talento satyrico, pouco exemplar nos costumes, e... (Mudando de tom). Deve ter branco o formoso cabello loiro que tinha...

Rodrigo

Agora é negro.{23}

Visconde

Sim? Ahi tens, meu filho, uma das proeminencias ridiculas do teu baile: essa dama tingida, pintada, galhardeando-se, e talvez polkando garbosamente como quem sacode dos hombros o pêso de meio seculo. Mas o ridiculo dos bailes não é o mau; o mau, o péssimo é o que é triste, é o que não póde ser visto senão por olhos que choraram muito...

Rodrigo (interrompendo-o)

Vai o pae entristecer-se... e começou tão bom, tão ironico...

Visconde

As minhas ironias, Rodrigo, são sempre amargas; mas o fel que ellas tem, todo contra mim reverte. Ahi vem Eugenia; mudemos de conversação.{24}

SCENA V

Índice de conteúdo

OS MESMOS E D. EUGENIA

Índice de conteúdo

D. Eugenia (beijando a mão do Visconde)

Como está, meu pae?

Visconde

Bom. Vejo que está excellente a minha filha. Ainda não perdeu as boas côres que trouxe da provincia.

D. Eugenia

Quem me lá dera outra vez!

Visconde

Na aldeia? n'aquella casa melancolica, cercada de montanhas, onde nunca chegaram os ecos das musicas de um baile? Queria-se outra vez na aldeia a minha Eugenia?{25}

D. Eugenia

A primavera ainda vem tão longe...

Visconde

E depois que lá estiver, a menina ha de ter saudades do baile de ha quinze dias, do baile de ámanhan, e dos bailes que...

D. Eugenia (interrompendo-o)

Não, senhor. O que eu vejo e sinto agradavel nos bailes é o contentamento de Rodrigo. Elle está acostumado a estes recreios, e acha n'elles o prazer que eu provavelmente acharia tambem, se não tivesse sido creada e educada em um recolhimento. Por mais que a gente queira habituar-se á vida cá de fóra, o geito e o acanhamento da clausura não se perde.

Visconde

A minha filha, portanto, sacrifica-se aos usos e costumes da sociedade elegante...{26}

D. Eugenia

Aos costumes da sociedade elegante, não, senhor; ao contentamento de Rodrigo, sim.

Visconde

Pois, Eugenia, encarecidamente lhe peço que empenhe todo o valor do seu coração em persuadir a meu filho que ha contentamentos mais solidos e ineffaveis que os bailes. Insinue-lhe com as suas phrases singelas e amoraveis que as serenas delicias da vida intima fogem assustadas das folias estrondosas das salas. E diga-lhe que, no fim de uma noite de baile, apparecem nos tapetes umas flores sem viço, que muitas vezes symbolisam corações sem innocencia. Corações e flores perderam a candura e aroma na mesma hora, queimados pelo calor da mesma respiração.

Rodrigo (sorrindo)

Ahi vem o pae com as suas theorias pessimistas.{27} Ainda ninguem viu os vicios da sociedade por vidros de tamanho augmento!

Visconde

Eugenia, deve ter muito em que lidar. Quem dá um baile precisa mortificar-se oito dias antes, e fazer holocausto das suas canceiras ao Bom-Tom, idolo creado pelo paganismo moderno. A civilisação tem apostolos e martyres. Ora vá.

Janr və etiketlər

Yaş həddi:
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Litresdə buraxılış tarixi:
16 yanvar 2025
Həcm:
110 səh. 1 illustrasiya
ISBN:
4064066410889
Naşir:
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